Quando você pensa no usuário de pirataria no Brasil, o que vem a sua mente? Rico ou pobre, instruído ou desconhecedor, jovem ou velho?
Em um artigo de Kubota, Souza e Cortez, os autores utilizam dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos e do Comitê Gestor de Internet para construir um perfil dos internautas brasileiros considerados piratas.
Para os propósitos do artigo, foram considerados piratas os usuários que baixaram ilegalmente filmes e músicas nos últimos 3 meses, e que não compraram filmes e músicas legalmente nos últimos 12 meses.
Algumas conclusões dos autores foram bem interessantes:
- A porcentagem de piratas é praticamente a mesma independente da classe social.
- Não existe diferença na porcentagem de piratas nas áreas rural e urbana.
- A pirataria é mais presente, porcentualmente, na faixa etária acima de 45 anos.
- Quanto menor o nível de instrução acadêmica, maior a porcentagem de piratas.
- A maior taxa de piratas é na região Sul, seguida da região Nordeste, e por último está o Sudeste.
- Desempregados cometem ligeiramente mais pirataria que empregados.
Os resultados do estudo sugerem que a pirataria on-line parece muito difundida entre os baixadores de músicas e filmes, incluindo indivíduos de todas as classes econômicas, regiões, faixas etárias, níveis de escolaridade e situação de emprego. No Brasil, a realidade das ruas mostra que a pirataria parece ser tolerada por grande parte da sociedade, e os números apresentados no artigo comprovam esta suposição.
Quem quiser se aprofundar pode procurar o artigo "Download de Músicas e Filmes no Brasil: um perfil dos piratas on-line", onde há uma análise mais profunda.

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